O ministro Celso de Mello, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), já lera mais da metade do seu voto quando o ex-presidente Lula desceu para a garagem do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. Sem ninguém ao seu lado, além do segurança, e exibindo a fisionomia bastante cansada, Lula embarcou no carro e seguiu para o apartamento dele, a poucos quarteirões dali. Passara as últimas 10 horas no prédio de quatro andares que abriga a sede da entidade da categoria. Àquela hora da noite em que Lula saiu sem ser visto, alguns militantes com camisetas vermelhas, integrantes do MST, duas senhorinhas com os casacos do uniforme laranja da Petrobras e outros resistentes eram o público que sobrara no Sindicato. No último andar, no restaurante, poucas mesas reuniam sindicalistas a discutir e, principalmente, a tentar entender o que acontecera. Jornalistas que estiveram por lá desde a hora em que Lula chegou no final da manhã relatam que, mais cedo, quando havia expectativa ...
Ninguém renuncia em 24 horas, e era evidente – como, aliás, registramos aqui na quarta-feira à noite – que Michel Temer iria lutar para ficar naquele gabinete do terceiro andar do Planalto. E não só pela beleza da vista da Praça dos Três Poderes ali na frente. Temer está convencido de que, se renunciar, pode ir parar na cadeia – pior de tudo, em Curitiba, nas mãos de Moro, já que perde a prerrogativa de foro. Publicidade Veja também : Michel Temer segue na UTI em estado grave (Andrei Meireles) É preciso lembrar também que Temer, apesar da nítida debandada de sua base, não é só Temer nesta hora. Ele é chefe de um grupo político, uma parcela do PMDB que, tanto quanto ele, teme que a derrocada vá resultar em cadeia. Só no entorno palaciano do presidente, estão investigados, na mesma situação de não poder perder o foro do STF, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Sem falar no deputado agora afastado Rodrigo Rocha Loures. Em casa, portanto, a pr...
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